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15.4.07

MARKO ANDRADE




Vamos conhecer um Jovem cantor

Que luta para levar sua mensagem com o coração aberto, e com todo entusiasmo

MARKO ANDRADE

ALDEIA AFROTUPY

Acreditamos que a livre poética da música, com sua

propriedade de desarticular o automatizado, o estabelecido, poderá

se contrapor ao colonialismo da indústria cultural, e cumprir a

função de desmistificar a música "oficial" e seu perfil idealizado,

modelado pela mídia e crítica especializada, superando limites das

práticas musicais. A proposta, então, é disponibilizar o referencial

da música como meio de expressão, e deixar que ela exerça sua ação

transformadora em experiências educativas e culturais centradas no

espaço urbano periférico. "O laboratório está nas ruas, nos botecos,

nos terminais rodoviários, nos parques em abandono, nos filhos de

ninguém, no homem sem voz de nossas aldeias periféricas."

Portanto, a elaboração do projeto do CD Aldeia Afrotupy

surge com a proposição de articular a imaginação poética musical

periférica junto a um público acostumado ou não a ouvir musica

impregnada de poesia. Essa oportunidade singular de troca de

experiências com o outro é a tônica de nossa Aldeia. Um

entrecruzamento de vozes para captar um lugar em permanente mutação,

transformação, aonde sentimentos, emoções, expectativas e

informações vão compondo novos cantos.

A nossa ALDEIA AFROTUPY é rebeldia e poética. É a liberdade

e a interação dos mundos material e espiritual na dinâmica de nossa

sonoridade. É a fé no recolhimento para a afirmação de um outro

conhecimento, de uma outra possibilidade que produzirá energia vital

para os infinitos ciclos evolutivos que estão por vir.

MARKO ANDRADE

Marko Andrade

Compositor. Cantor. Produtor Cultural. O pai tocava violão. Em 1975 estudou Teoria Musical no Conservatório Carminha Alonso. No ano de 1982, estudou teoria e violão com o maestro Joaquim Fragelli. Dois anos depois, fez o curso de formação em violão pelo Instituto Brasileiro de Música. Em 1996, com Tim Rescala, fez o curso de música para teatro. Neste mesmo ano, estudou uerj curso e extensão em história da arte, cultura e antropologia coordenada por Darci Ribeiro e Cecília Conde dentro do PEE. Foi Coodenador da Animação Cultural da Secretaria de Estado do Rio de Janeiro. Trabalhou como Coordenador de Difusão Cultural da Superintendência de Projetos Especiais da SEE do RJ.

DADOS BIOGRAFICOS

Em 1978, teve a sua primeira música gravada, "Cidade moderna" em parceria com Euclides Amaral, interpretada por Jorge de Souza, para o Selo J.P.Leal Discos. O compacto duplo, do qual participou tocando violão e fazendo arranjo, foi produzido por Jorge Paiva, Euclides Amaral e Ivan Batista, com as finalistas do primeiro Festival da Canção do Clube Militar, realizado em maio de 1978. Neste mesmo ano, fez a direção musical e compôs com Euclides Amaral (letras), as músicas para a peça "Retrato de Mulheres", de Márcia Eliza e Jorge Guedes, que percorreu vários teatros do Rio de Janeiro e São Paulo. No ano de 1981, ingressou no grupo Panela de Pressão, que reunia músicos, poetas, letristas, atores e teatrólogos. Entre 1982 e 1984, fazendo parte desse grupo, participou da direção do teatro Armando Gonzaga, no subúrbio carioca de Marechal Hermes. Por essa época, fez a direção musical e musicou várias peças: "Retalhos" de Kalu Albuquerque e "Brincadeiras", de Raimundo Mattos Leão, com direção de Sidney Cruz. No ano de 1982, ao lado de Carlos Sapato, Sidney Cruz, Euclides Amaral e Osmar do Breque (Bicheiro), apresentou o musical "Vivências - ou Bar Brasil" no teatro do Sesc de Madureira. No ano seguinte, integrou o elenco dos musicais "Labirinto das Águas" e "Drummondiando", ambos com o grupo Panela de Pressão e apresentados em vários espaços da cidade do Rio de Janeiro. Na década de 1990, trabalhou como produtor, ao lado de Celso Mattos, da Orquestra e Coral da Petrobras. Por essa época, organizou a "Festa do Interior", na Lapa, para a Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Em 1999, participou do CD "Conexão carioca", do Selo Peixe Vivo, interpretando "Cidade" (c/ Sérgio Lupper). O disco, produzido por Euclides Amaral e Paulo Renato contou com a apresentação de Ricardo Cravo Albin. Neste mesmo disco, a cantora Ceiça interpretou "Lua comparsa", (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) e Alexandra Piloto cantou "Noite" (c/ Délson Júnior, Henrique Silva e Sidney Cruz). No ano 2000, Euclides Amaral produziu para o selo Guitarra Brasileira o CD "Conexão carioca 2".

Neste CD, também com apresentação do crítico Ricardo Cravo Albin, participou interpretando duas músicas; "Aldeia" e "Estratégia do lobo" (c/ R. R. Juca). Em 2001, juntamente com Euclides Amaral, produziu seu primeiro disco: "Aldeias urbanas", lançado pelo selo Guitarra Brasileira, no qual incluiu "Aos trancos e barrancos" (Jorge Dangó e Jênesis Genúncio) com participação especial de Jorge Dangó e outras composições de sua autoria como "Navegante das estrelas" e "Velas". O disco contou com arranjos de Carlinhos Trumpete e Gilson Mendonça, sendo lançado em abril deste mesmo ano na Casa do Tá Na Rua, espaço cultural de Amir Haddad, na Lapa, centro do Rio de Janeiro. O show teve direção e roteiro de Euclides Amaral e a participação especial de Carlos Dafé. Neste mesmo ano, apresentou-se no programa de TV A Cara do Rio. Participou do show "2ª Noite da Musicalidade Negra" com Darci do Jongo, Banda da Aldeia, Luiz Carlos Batera e Carlinhos Trompete, entre outros. Em 2002, ao lado de Carlos Dafé, Eliane Faria, Lúcio Sherman, Rubens Cardoso, Cláudio e Cristina Latini, Pecê Ribeiro, entre outros, participou do disco "Conexão carioca 3", produzido por Euclides Amaral. Neste CD, com apresentação do poeta e letrista Sergio Natureza, interpretou "Ritual da zabumba" (c/ R. R. Juca) e "Noturnamente" (c/ Euclides Amaral). Ainda neste CD foram incluídas de sua autoria "Quero que você me leve" (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) interpretada por Rubens Cardoso e Euclides Amaral, "Feito semente" (c/ Euclides Amaral e Cacaso), interpretada pela cantora Edir Silva e ainda, "Moinhos de vento" (c/ Euclides Amaral e Xico Chaves) com Martha Loureiro. Neste mesmo ano, apadrinhado por Gérson King Combo, apresentou no Espaço Sesc Copacabana o show "A noite da música negra carioca" com Lúcio Sherman. O show fez parte do "Projeto Novo Canto" e contou com roteiro e direção de Euclides Amaral e Sergio Natureza. Em 2003, no CD "Quem são os novos da MPB?", coletânea produzida por Lúcio Sherman, foi incluída de sua autoria "Quero que você me leve" interpretada por Rubens Cardoso e Euclides Amaral. Neste mesmo ano,teve seu show gravado pela Rede SESC SESI TV, com Gerson King Combo e Lucio Sherman no SESC de Copacabana incluído na programação do projeto Ritimos e Sons do Brasil ficando uma semana no ar, o selo Peixe Vivo relançou o disco "Conexão carioca 3", no qual foram incluídas quatro faixas-bônus. em 2003 divide com Zezé Motta o Show Conexão Solidária no sesc tijuca com a direção de Caike Botikai e Jaluza Barcelos, e neste mesmo ano faz uma participação especial no show dos novos da MPB juntamente com Carlos Dafé no mês de julho fez na.lonaHermetoPascoal (Bangu) o show Marko Andrade convida Carlos Dafé

OBRA

Aldeia • Algumas palavras (c/ Aljor) • Alvorecendo (c/ Euclides Amaral) • Birra de índio (c/ Rubens Cardoso) • Cavalo de pau (c/ Rubens Cardoso) • Cidade (c/ Sérgio Lupper) • Cidade moderna (c/ Euclides Amaral) • Choro da Guanabara (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) • Danças selváticas (c/ Sérgio Lupper) • Dance tudo (c/ Aljor) • Estratégia do lobo (c/ R. R Juca) • Feito semente (c/ Euclides Amaral e Cacaso) • Lua comparsa (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) • Malandro. com (c/ Paulo Renato) • Moinhos de vento (c/ Euclides Amaral e Xico Chaves) • Navegante das estrelas • Noite (c/ Délson Júnior, Henrique Silva e Sidney Cruz) • Nos arcos da Lapa (c/ Euclides Amaral) • Noturnamente (c/ Euclides Amaral) • Paiol de pólvora (c/ Euclides Amaral) • Quero que você me leve (c/ Rubens Cardoso e Euclides Amaral) • Retrato noturno (c/ Euclides Amaral) • Ritual da zabumba (c/ R. R. Juca) • Suburbando (c/ Euclides Amaral) • Velas • Velhas tramóias (c/ Euclides Amaral) • Vômito atômico (c/ Aljor)

SHOWS

1982: Musical Vivências ou Bar Brasil. Teatro do Sesc de Madureira, RJ, 1982: Musical Bar Brasil. Teatro Cacilda Becker, RJ, 1983: Musical Labirinto das Águas. Teatro Armando Gonzaga, RJ, 1988: Show Brasil com pé no chão. Palco Sobre Rodas. Bangu, RJ, 1989: Show À Pleno Canto. Centro Cultural Castelo Branco. Faculdade Castelo Branco, RJ. 2001 Marko Andrade ao vivo SESC Pompéia, 2001: Show Aldeias Urbanas (Direção Euclides Amaral). Casa do Tá Na Rua, RJ, 2001: Show Aldeias Urbanas. (Direção Euclides Amaral). Dray Trade Wisqueria, RJ, 2001: Show Aldeias Urbanas. Palco Sobre Rodas,Menu Cultural Secretaria Municipal de Cultura, RJ, 2001: Show Aldeias Urbanas. Lona Cultural Hermeto Pascoal, RJ, 2001: 2ª Noite da Musicalidade Negra. Bar Carioca, RJ, 2002: Aldeias Urbanas acústico. Palco Livre da Cantareira. Niterói, RJ, 2002: A noite da música negra carioca. (c/ Gérson King Combo e Lúcio Sherman, direção de Sergio Natureza).2002 Marko Andrade ao vivo no FENAC Barra RJ, 2002 Marko Andrade, Projeto Novo Canto. Espaço Sesc Copacabana, RJ, 2002: Marko Andrade e Baque de Baobá. Projeto Novos das Nove. Teatro Ziembinski, RJ,2003 Marko Andrade e Zezé Motta Sesc Tijuca ,2003 Marko Andrade e Carlos Dafé convidados no Centro Cultural Carioca2003 participou como convidado ao lado de Sandra de Sá , Preta Gil,Dudu Nobre e muitos, do grande evento realizado no teatro Rival BR do Clube do Swing promovido por Carlos Dafé ,2005produção e formulação partricipação do projeto Quintal Brasil para a prefeitura de Nova Iguaçu juntamente com Luiz Carlos Batera ,com apresentação de Hildon, Monarco,Sidiney Matos , Sergio Natureza e Ricardo Cravo Albin,2006, fez Show no Fórum Mundial de Educação para educadores e gestores de todo o mundo.


DISCOGRAFIA

1999: Conexão carioca. Selo Peixe Vivo, CD,

2000: Conexão carioca. Selo Guitarra Brasileira, CD,

2000: Conexão carioca 2. Selo Guitarra Brasileira, CD,

2001: Aldeias urbanas. Selo Guitarra Brasileira, CD,

2002: Conexão carioca 3. (vários). Selo BigVal Produções, CD,

2003: Conexão carioca 3 - Bônus. Selo Peixe Vivo Produções, CD.

2007: Aldeia Afrotupy Selo Guitarra Brasileira e Arrent Mermo,CD

BIBLIOGRAFIA CRÍTICA:

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira - Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Edição: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006, RJ.

21 - 3357-7322 ou 21 – 9941-9003

POR RICARDO CRAVO ALBIN

5 Comentários:

  • Parabéns pelo texto, Dora!
    O Marco é maravilhoso, tanto como cantor ou poeta! Sou fã de carteirinha! Beijos à ti e ao Marko!

    Por Blogger ana wagner, às 8:23 PM  

  • Sim, muito informativo o texto, oferecendo uma idéia do trajeto em espiral deste artista de alma incomum e cintilante que é o Marko!... Se ele é maravilhoso como cantor e poeta, podemos também dizer que estes são reflexos da pessoa magnífica que é Marko Andrade, conciliador de diferenças, ao entrançar e entrecruzar de modo híbrido paixão, política e poesia! Abraços azuis-dourados.

    Por Blogger Analuka, às 11:05 PM  

  • Este comentário foi removido pelo autor.

    Por Blogger Du, às 3:05 PM  

  • Não posso deixar de postar meu comentário,suas palavras foram diretas e belas...pois o que mais me alegra e me da esperança é que no trabalho do Marko é a poética que nele existe,e que consequentemente está nele todo, onde o povo pode sentir a poesia nos seus acordes...

    beijus gigantes

    Por Blogger Du, às 3:07 PM  

  • Não deixaria passar em branco a oportunidade de Felicitá-la pela excelente matéria, saber um pouco mais sobre o nosso Ilustre Amigo Marko, foi muito gratificante, você está de parabéns por tão belíssimo trabalho...Glória Anchieta

    Por Anonymous Anônimo, às 7:36 PM  

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