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13.6.07

Três jovens três talentos.

E suas Historias Os meninos


Meninos de 28 a 31, homens-meninos... Judson (28), Francesco (29), e Héctor (31), a Banda Zanzara... A essência "SAMSARA"... Zanzara em Italiano: mosquito...


A nossa história

Judson Menezes: Nossa... Tiesco e eu éramos meninos ainda e amigos, (eu trabalhava com um tio do Tiesco), e descobrimos um lugar maneiro, onde havia uma banda que tocava, e que som, ficamos fãs, toda noite ali... babando no som dos caras...Até que um dia, arrebentou uma das cordas do *guitarrista, Tiesco mas que depressa, que morava próximo, se ofereceu para buscar a corda, o guitarrista era então *Héctor Gaete, foram no carro do Héctor, (nossa que demais,um ídolo indo a casa de tiesco), nem dormimos aquele dia...(risos e balanços), balanços por que devo confessar Judson também conhecido pelo apelido de Ludson,(que ele não gosta muito), balançava tanto, acredito de emoção ao contar a história da banda que me deixou tonta, alias deixa tontos de alegria musical, também quando com maestria toca a bateria, sincronismo perfeito entre os instrumentos... Um baterista perfeito, humilde não reconhece a perfeição, mas há algo mais que perfeição, há um comprometimento, um sincronismo, não posso usar a palavra mística, mas é um som nada mais que perfeito entre os três, casamento de afeto e irmandade... Acabei por descobrir, coisas a serem sentidas e não explicadas... Dai em diante, depois de um tempo Héctor, coincidência ou não, foi morar na rua de Tiesco... Bom o resto da história é de fácil dedução... Cada um tinha uma história musical

juntando-se nasceu a Banda Zanzara.


EU PROCURAVA A ESSENCIA DO ZANZARA, O QUE FAZIA ESSE SILÊNCIO TODO DENTRO DE MEU INTERIOR INQUIETO E ATIVISTA...


Processo de criação e avaliação:

Francesco Napoli:

Sempre pensei em fazer a musica experimental, fazemos musicas que sabemos não caber no Zanzara, o *Héctor faz músicas melhor do que eu, aquela coisa certinha das estrofes... Ele mesmo diz *nossas musicas são muito curtas...

Tem musicas que não gostamos, mas temos uma ética interna, própria do Zanzara, demoramos em dizer que não gostamos da musica do outro... (Há um processo de assimilação, tocamos, ouvimos, e concluímos)...**Não adianta... Essa é uma pérola do Héctor, é uma musica que eu gostaria de ter feito... (risos).

Héctor Gaete:

Fazemos as musicas... Bom... Normalmente um chega com uma idéia, um esboço ou um tema... Logo conversamos e tentamos entender do que se trata a mensagem... Quando esgotamos nosso "brain storm caipira" começamos a trabalhar nos instrumentos, normalmente com violões um na frente do outro... Quando chegamos ao estúdio, a música está teoricamente pronta... Aí passamos a idéia pro

Ludson (Judson)

Que se encarrega de dar o ritmo à coisa... (baterista), ele é meio que a “arte final"...

(o sincronismo nato), ele dá o toque que dá o "quê" de ZANZARA...


Um código de linguagem (próprio)Zanzarístico

Héctor me disse isso, mas Francesco e Judson também..cada um ao seu modo.

· É muito fácil, a linguagem que a gente fala é a mesma, muitas vezes não precisamos dizer o que queremos e adivinhamos o que o outro está pensando... Acho que é uma questão de tempo... Temos muito tempo trabalhando juntos e isso faz com que a gente se conheça muito... (*sinto na musica um código próprio),exato...Um código que funciona telepaticamente e se torna voz na hora em que juntamos nossos instrumentos no palco ou no estúdio... Acho que a amizade é o que move nossa relação profissional... Sem a amizade, sem a compreensão, sem o respeito, carinho e principalmente ADMIRAÇÃO MÚTUA, não teríamos feito metade do que já fizemos até hoje... Temos a noção de que cada um de nós é imprescindível na banda e que cada um tem seu lugar, se um sai ou falta, acaba o trabalho... Acho que a gente exorciza os nossos fantasmas em sessões particulares de terapia etílico-musical...


O conceito

Héctor Gaete: Quero que quem ouça o zanzara entre naquela sintonia que há entre nós, quero criar uma antena universal de comunicação não-virtual e mais humana, mais biológica...Quer dizer; há o sim, mas existe também o não e não há um sem o outro, se completam. E na grande maioria das coisas é assim... Ao mesmo tempo que sou, não sou...

Até ouso dizer queria que comentasse isso tipo: Zanzara sem Héctor, Tiesco e Judson não existe é isso:

*Quando digo que sou um artista eu desconfio... E no dia seguinte tenho certeza... E assim vai (podem até existir com outro projeto mas não zanzara ), acho que zanzara é uma "coisa" que tomou uma proporção tão significativa que acho que pode perfeitamente existir sem precisar de nós... até mesmo porque é um conceito;

-*** É ALGO QUE FICA NO MEU OUVIDO INTERNO O DIA INTEIRO ZUNINDO... ZUNINDO...

O conceito é este: liberdade, igualdade e fraternidade. Um pouco batido, mas acho que é por aí, liberdade de expressão, igualdade entre nós e fraternidade não precisa nem explicar...

Quando perguntei a Héctor sobre a quebra da corda da guitarra, se coincidência, destino ou algo assim:

Acho que a vida te dá certos "toques" e cabe a você "take it or leave it" ("ou você pega ou larga") no caso eu "os peguei", os aproveitei.

Eu aprendi que rir é legal e que cumprimentar as pessoas que não conheço também... Fiquei digamos... Mais humano.

sempre fui muito fechado em meus livros, meus estudos, minhas coisas. Egoísta. Hoje sou mais "ísta" que "ego"...


Durcce Domeneghetti

(Du)

Poeta e fã do conjunto,

Os acompanha

E fala de sua visão e dos valores do conjunto.

DURCCE

SONHOS SÃO CAMINHOS DE PROJETOS REALIZÁVEIS... Há um ano que venho ouvindo o som do Zanzara, claro tive que providenciar uns fones de ouvido... Porque a vizinhança já estava de saco cheio... Por que quando eu começo, ouço a mesma musica por horas e dias a fio... Até partir para outra e assim por diante... E a cada vez que ouvia, algo de diferente fui percebendo... Coisas da percepção, não é só um som, é algo que deixa um silêncio dentro da gente... Não são palavras cantadas apenas, são palavras inteiramente, saborosamente recheada de poética... Pronto fui conquistada... Morro por uns bons versos... Complexos ou não... Mas está ai... Um começo, um meio... Um futuro... Com certeza esses meninos sonharam um dia... E trabalharam por isso... E sei onde vão chegar... Sei sim... Vão viajar alguns estados, adentrar algumas boas casas... Penetrar alguns bons ouvidos e vão zanzarear esse silêncio mágico... É mágico e perfeito... (Aplica-se a tudo e, no entanto é nada, é o ponto onde o sim e o não e todos os opostos se encontram... não possui pretensões, tal como não deveria possuir a própria vida... Talvez percebam melhor se vos disser que *Dada é um micróbio virgem que penetra com a insistência do ar em todos os espaços que a razão não pode preencher com palavras ou preconceitos... Tzara)

(achei nesse *Zumbido**... a batida perfeita)... Du Domeneghetti

Pode encontrar a banda e baixar as músicas em dois endereços:

http://zanzara.palcomp3.cifraclub.terra.com.br/

http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=9488

Nesse podem assistir aos vídeos e deixar comentários

http://www.youtube.com/view_play_list?p=BAD364D6018D7655

Nesse participar do fã-clube e saber de todos os passos zanzarísticos da banda

http://faoficialtzaraclubezanzara.blogspot.com/


Release

Desde 2001 Francesco Napoli e Héctor Gaete se uniram para fazer música.
O Zanzara estreou em 2002 no Santa Cruz Rock Arte Festival, um evento comunitário que reúne artistas da região nordeste de Belo Horizonte, organizado pelo Francesco. Após decidirem que o foco seria o trabalho autoral o Zanzara passou a selecionar as apresentações com a intenção de atingir um público afim.
Desta forma estas apresentações ocorreram de forma esporádica em casas de shows que abrem suas portas para trabalhos autorais e em festivais de música em toda Minas Gerais.
N
o ano passado o grupo lançou de seu primeiro CD demo, que reúne todo o material gravado desde 2001 e contém 24 músicas.
O show de lançamento aconteceu no Centro de Cultura de Belo Horizonte.

Francesco, Héctor e Ludson fazem música incessantemente com uma criatividade e sensibilidade impressionantes.

O trabalho já foi elogiadamente citado na mídia mineira

Judson Ludson Menezes (bateria): professor de bateria, integrou o Panacea, já tocou com Filé de Merluza e em pequenos projetos acústicos na noite de BH.

Héctor Gaete (baixo / voz): professor de música do colégio Marista Dom Silvério, integrou a lendária banda Popul vuh que ficou em primeiro lugar no Rock School Festival no ano 95 tendo a faixa Our Destiny lançada no cd Rock School Festival 95 produzido pela extinta 107 FM, tocou com Júnia Lambert, Iara Andrade, Junia Lanza, participou do cd "Panacea Anexus" como parceiro de Francesco na faixa "Este Poema será seu". Além de tocar na noite de BH e integrar a OPEP (Oficina Provisória de Experimentação poética) ao lado de Marcelo Dolabela. Paralelamente leciona Espanhol e Inglês em cursos de Belo Horizonte.

Francesco Napoli (guitarra / voz):, foi integrante do grupo de rock experimental Panacea, que tem o Cd demo "Panacea Anexus" lançado no início de 2001, e canções lançadas nas coletâneas: "Santa Cruz Rock Arte Festival" e "Fúria Cultural". O Panacea é um grupo conhecido do público alternativo de Minas, já tocou por dois anos consecutivos no Camping Rock e foi finalista do Profest (Festival de Música). Além disso Francesco tem um trabalho de MPB em parceria com o músico Alcides Caldas do Vale do Jequitinhonha que percorre a noite de BH e integra a OPEP (Oficina Provisória de Experimentação poética) ao lado de Marcelo Dolabela. Paralelamente leciona Filosofia

SHOW E GRAVAÇÃO DO CD DEMO "Infindo”
Dia: 27 / 06 / 2007 - Quarta feira

Show de lançamento do CD demo

"Infindo"
...da Banda Zanzara

Inspirados por hakim bey e seu livro sobre as zonas autônomas temporárias que consistem em criar áreas físicas/intelectuais de pensamento/de espaço que se formam e se desintegram antes que o sistema se aproveite ou qualquer tipo de repressão a dissolva, estamos lançando, de forma 100% independente e artesanal, nosso segundo CD demonstração.

O disco reúne sete faixas de autoria de Francesco Napoli e Héctor Gaete, além de uma faixa composta em parceria com o poeta mineiro Marcelo Dolabela, intitulada " Maletta's raga # 2”. o Zanzara é um grupo de música pop experimental que atua desde 2001.

O Evento
O grupo foi convidado por César Gilcevi, um dos idealizadores do projeto *quarta-sônica e produtor do centro de cultura de Belo Horizonte. O projeto quarta sônica pretende revelar talentos da música mineira promovendo shows e divulgando os artistas. O projeto tem o apoio da Prefeitura de Belo Horizonte.
Neste show, o grupo Zanzara tocará as sete novas canções, além de músicas do
repertório do primeiro disco demo que contém nada menos que 24 músicas.

Teremos também participações de
Pedro Morais e Iara Andrade e Rafael Brant.

Show de lançamento do CD demo "Infindo" da Banda Zanzara
dia: 27 / 06 / 2007 - Quarta feira
hora: 20h30 entrada franca,
local: Teatro Marília

Informações: 3277-4697

contatos:
Francesco 3424 30 78 / 8868 90 59

Palavras de Marcelo Dolabela para o encarte do novo CD "Infindo"

Zanzara, raízes ao vento

Um dos principais traços da Música Popular Brasileira é o sincretismo. A antropofagia. O canibalismo cultural. Nosso primeiro samba gravado, “Pelo telefone”, é um maxixe transfigurado. Pixinguinha liderou várias jazz bands. A Bossa nova sincopou a Época de Ouro, de Custódio Mesquita, o Samba-Canção, a música francesa e a Jazz. A Tropicália pôs uma guitarra hendrixiana (nas mãos) e a poesia concreta (na voz) de Vicente Celestino.

O trio belo-horizontino Zanzara amplia essa faminta voracidade e faz um transMutantes improvável. Mixando a primeira dentição do grupo paulistano (1967-1972), fase-tropicalista, com a segunda dentição (1973-1978), fase-rock progressivo. Agilidade poética & apuro instrumental. Grungismo & Minimalismo. Ruído & ludismo sônico. Provando que, quanto mais liquifatorial, mais longe-perto se está da “flauta de vértebras” da pluralidade da Música Pós-pular Brasileira.

Marcelo Dolabela

3 Comentários:

  • querida doroty,

    escrevo para agradecer o carinho e o reconhecimento por nosso trabalho musical!! adorei a matéria! muito obrigado!!

    Por Anonymous francesco, às 4:40 PM  

  • Querida amiga e parceira Doroty,
    estou muito feliz pelo seus trabalhos e mais ainda pela nossa amizade que a cada dia se renova.Beijos e sucessos!!

    Por Blogger ENTREVISTAS EXCLUSIVAS, às 6:59 PM  

  • DORA:

    quero deixar aqui meu abraço sincero e minha alegria por ter pessoas como você...apoiando nossa cultura...Te amo mais ainda...não só por isso claro mas pela pessoa essencial e especial que você é...
    Espero eu e os meninos da banda você em BH para o show, seria um prazer imenso...tê-la como ocnvidada de honra...

    beijus gigantes

    Por Anonymous Du Domeneghetti, às 7:56 PM  

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