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23.9.10

Nossa materia de hoje é um alerta as mocinhas desatentas

Chapeuzinho vermelho?

Era uma vez...
Vamos cortar esse papo de “era uma vez”.
Na grande cidade de São Paulo vivia uma menina chamada Bianca, todos gostavam dela por ser amável e ter boa participação no rendimento escolar, Sofia, sua mãe se fazia presente a todos os assuntos que a envolvia, ‘bom, aparentemente era isso que demonstrava’. Seu apelido era ‘Chapéu’, pois quando tinha sete anos, ganhara um lindo chapéu vermelho.
Mas essa história não vou contar agora, Bianca completara 13 anos e na escola seu aproveitamento era duvidoso, mora no centro da cidade e passas as tardes inteiras com suas amigas. A mãe desgastada pela vida, quando não está trabalhando, sai todos os dias com seus ficantes.
Sua avó Maria, depois do falecimento do marido, comete loucuras a após dia, agora ela inventou que quer ser haper, e abusa dos passos de dançado Hip Hop.
Numa bela tarde, Sofia dirigiu-se a Bianca:
- Filha você pode fazer o favor de ir a casa da ‘Vó’ levar aqueles CDs do Charlie Brown JR.? Ela ta me enchendo o saco para escutá-los, só que ela ta morando tão longe... Na Rua dos Bobos, nº.
A menina prontamente responde:
- Claro, posso aproveitar e passar na banca e comprar a nova edição da revista Capricho. Vai ter uma entrevista super exclusiva com o ‘Pe Lanza’. Deixa mãe, não posso perder.
- NÃO, você pensa que dinheiro da em árvore? Eu aqui me matando de trabalhar e você querendo comprar revistinhas? – responde a mãe irritada.
Chapéu, contrariada acabou por obedecer às ordens de Sofia. Ao sair de casa, a poucos metros dali, nem percebera a presença de um homem que aparentava uns 50 anos, quando:
- Ei, garota? Quero falar com você...
Era um homem bem afeiçoado, de corpo bonito, saradão, trajando uma roupa esportiva que detalhava seus músculos. Qual menina não resistiria? Logo Bianca foi ao seu encontro:
- Deseja alguma informação? - Perguntara a menina, com um sorriso nos lábios e com um brilho no seu olhar.
- Vem aqui, tenho uma edição da revista Capricho, ta super demais. – O desconhecido tratou de mostrar a capa da revista.
- Nossa! Não acredito você tem a ultima edição? Queria comprar, mas minha mãe nem liberou a grana. Posso dar uma olhada?
- A não! Acabei de comprar, não posso deixar uma qualquer tocar na revista, assim de graça! – Piscou o homem.
Chapéu repentinamente decide:
- Fala aí cara, o que você quer que eu faça?
- Vem comigo, que a levarei para um lugar mais seguro, onde ficaremos a vontade para manusear a revista. – O tal homem já com o braço envolto nos ombros de Bianca, a puxava na direção desejada.
- Tá, cara, mas não pegue nos meus ombros, to indo.
No meio do caminho Bianca, lembra da sua avó, que estava só em sua casa, mas por causa da oportunidade de ter a revista, esqueceu rapidinho do compromisso. Ela apertava os CD’s de contra o corpo, já desconfiada.
- Chegamos! – Disse o homem com ar de superioridade.
Era um casebre, não havia quase nada, apenas um rádio e um sofá adiante se avistavam dois cômodos, que poderia ser um banheiro e um quarto.
- Ah! Que pena, tenho outro compromisso agora, disse Chapéu apressada, querendo desvencilhar-se daquele homem.
- Ah! Que pena, agora que tava pensando em lhe mostrar a revista, aquela que você tanto quer... Não vá agora, bonequinha.
- Tá, mas tem que ser rápido, tenho compromisso.
- Não se preocupe, será mesmo uma rapidinha. – Disse o homem, já fechando a porta da casa.
- Como assim rapidinha? – A menina altera sua voz.
- Menina, você ainda não fez por merecer a revista. Vamos lá pro quarto.
O quarto era um cômodo bem escuro, tinha um colchão no chão, roupas rasgadas, calcinhas espalhadas, uma faca, tesouras de todos os tamanhos e muitos álbuns de fotografias.
A porta do quarto também fora fechada e a menina percebeu uma imensa escuridão engolir o aposento, logo uma mão percorria seu corpo tímido e trêmulo e diz:
- Ei! Eu só quero ver a revista!
- Mas é isto que você vai ver, mas antes terá um preço, vem pagar.
Chapéu sem alternativa, naquele quarto todo escuro sem sucesso, sede as provocações do homem.
- Tudo bem, o que você quer de novo?
- QUERO VOCE BIANCA! – Homem fala bem alto, como se fosse uma ordem.
- Co, co, commmo você sabe meu nome? – Gagueja Chapéu.
- Eu sei mais de você, do que você imagina menina linda. AGORA CHEGA DE PERGUNTAS, E PAGA LOGO SEU PREÇO PELA REVISTA.
- Se esse é o preço pela revista, eu faço com você, mas tem que ser com CAMISINHA. – Chapéu, não queria ficar tão mal naquela situação.
- EU NÃO USO CAMISINHA, MENINA. Não, isso não serve pra nada, é um monte de bobagens que os pais inventam
- Mas minha mãe sempre diz que nessas situações devo usar a tal CAMISINHA. – Insistiu a menina em vão.
- Me larga moço, por favor, tenho um compromisso, meus CD’s estão lá na sala, por favor. – Chorava a menina.
- Agora já é tarde, menininha boba. O SEU PREÇO É ESTE.
Enquanto isso no trabalho, Sofia telefona para a casa da avó Maria, perguntando se estava tudo bem com Bianca, e se eram aqueles Cd’s para serem levados. A avó, não entendeu a pergunta e Sofia insistiu:
- Eu mandei Bianca levar uns CD’s pra você, mãe.
Horas mais tarde, Sofia em casa, logo após o serviço, recebe um telefonema:
- Dona Sofia.... Sua filha usava umas pulseirinhas coloridas no braço esquerdo?
- ALÔ! O QUÊ? NÃO PODE SER! COMO ELA MORREU? POR QUE COMIGO?...

Assim lembrando, Chapeuzinho Vermelho, não devemos falar com os Lobos das Florestas!

Paola Vannucci
E
Camila Vannucci Aleixo
Brilhante atuação da minha filha que teve participação no uso jovial de algumas expressões, e também na formulação de algumas idéias, após uma conversa educativa e explicativa que tive hoje pela manhã.

2 Comentários:

  • Dorinha,

    que bom que existe a mídia hj em dia, né amiga, podemos passar adiante nossas idéias e nossos alertas

    beijinhos amiga

    Por Blogger Paola Vannucci, às 8:44 PM  

  • Beijos querida
    com certeza Paola
    Beijos ora

    Por Blogger Dora Dimolitsas, às 11:51 PM  

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